O Reacionário Musical #52: Black Sabbath & Rival Sons (Praça da ApoteOZZY – 02/12/2016) – The End

Novamente aquele aviso de 3 anos atrás: ESTA NÃO É UMA RESENHA ISENTA.

Há três anos atrás, fiz uma resenha do show do Sabbath aqui, e pensava que aquele seria o último. Que delícia de engano. Novamente os 3 remanescentes da formação da banda fundadora do heavy metal mundial, voltariam a desfilar seus riffs monstruosos no meio da Praça da Apoteose. E claro, fui eu de novo…

Não há muito de novidades em relação a banda que aportou aqui em 2013. Bill Ward continua com mágoa de cabocla dos seus parças de Birmingham e se mantém fora da banda que fundou há quase 50 anos. No seu lugar Tommy Clufetos, fisicamente parecido com aquele Ward dos anos 70 com barba e cabelos longos a ”lá JC of Nazareth”, já não deixa a peteca cair desde que sua patroa determinou que seria ele o baterista de turnê, e não Brad Wilk (ex Rage Against The Machine, Audioslave, Smashing Pumpkins e atual Prophets Of Rage). Adam Wakeman, filho de Rick, que dispensa apresentações, continua tocando teclado off-stage, como foi com Scott Warren à época do Heaven & Hell com o eterno Dio nos vocais e como até hoje o “7º Maiden” Michael Kenney faz nos shows da Donzela de Ferro.

Aportei na Apoteose por volta das 19:00 de um inacreditável dia agradável no senegalês ”quase” verão carioca, por volta de uns 22ºC, o que é uma dádiva quase divina para a cidade calamitosa. Fui de encontro aos grandes nomes da cena carioca do Rock de hoje, conhecidos de redes sociais, e assim como este gordo patético que vos fala, colecionadores !!!!!!!!!!!! Sim, leitor, leitora, leitorx, diva lacradora, alien infiltrado, membros do FBI, ABIN e demais !!!!!!! ELES EXISTEM !!!! NÃO ESTOU SOZINHO NO UNIVERSO !!!!!!!!!! Fica aqui o agradecimento público ao grande Loquillo Panamá pela recepção e ao grande Mumu ,que não é da Mangueira, dono da frase lapidar: ”Farofa é alimento!”

Vamos aos shows:

  • Rival Sons

Com um grande atraso iniciou o show da banda de hard rock Rival Sons, que vem seguidamente aparecendo aqui nas listinhas do Maku nos últimos anos, Com grandes discos como Pressure And Time e Great Western Walkyrie, se estabeleceu como figura fácil nos festivais europeus. E foi esta a sensação quando a banda de Long Beach entrou no palco: Parecia que estavamos vendo um palco alternativo do Download, até de Wacken tamanha a qualidade da banda, que por ser bastante nova, e a falecida “Rádio Vilarejo” achar que o rock acabou nos anos 90, quase não é conhecida do grande público em geral.

Tinha uma coisa que me desagradava/desagrada, os timbres das suas Gibsons Firebirds realmente, nunca me agradaram em cheio, muito cheio de fuzz, enterrados na mixagem…porém ao vivo o erro é corrigido, e bem corrigido, timbragem limpa, agradável com boa equalização (melhor do que o Megadeth em 2013).

A banda não não esconde suas influências, e a maior de todas transborda na primeira virada de bateria. Comentei que o dono das baquetas deve ter um pequeno oratório em casa e rezar para São John Bonham antes de dormir, todos os dias.

Um show excelente, que deixou uma fantástica impressão no público presente. Pena que como era abertura, foi deveras curto (apenas 7 canções).

Nota: 9,0

  • Black Sabbath

Ainda não havia caido a ficha que, provavelmente, será a última vez que ví o Sabbath. Já me considerava um tremendo sortudo em ter assistido em 2013 e 2009 com a alcunha de Heaven & Hell. Agora me considero um membro da Igreja do Capeta ! Eu assisti 3 (TRÊS) SHOWS DO SABBATH !!!! Eu vi meu ídolo na guitarra três vezes ! E pensar que assistir Rush de graça por duas vezes haveria de ter sido meu recorde, como estava enganado. AINDA BEM!

Com a pequena abertura em vídeo, de um capeta em forma de…não…só um belzebu parecido de uns de milhões de games como Resident Evil da vida (onde puxei o grito acompanhado por poucos: CAPETA ! CAPETA !) o sino apocalíptico tocou, o barulho de chuva torrencial e Iommi toca TRÍTONO ! Acompanhados por um EXCELENTE público (quase 40 mil pessoas) que acompanhou a pedra fundamental do metal, nota a nota ! Lindo. Em seguida a liségica ”Fairies Wear Boots” seguiu com o massacre. Geezer Butler destruía, impressionava a cada um dos presentes com uma leveza e peso ao mesmo tempo…Iommi é Iommi ! O gênio inventor do metal, em Into The Void e Snowblind tornou o que já era pesado, mastodôntico, o stoner e o doom metal agradecem a seus riffs !

War Pigs, que abriu o show de 2013, veio desta vez no meio do set, para deixar todos roucos, e novamente o público cantou nota a nota do libelo anti-belicista, atual após 46 anos como nunca. A dupla Behind The Wall Of Sleep e N.I.B. foram um show a parte de Geezer, solando com seu pedal de wah-wah e Iommi com sua metralhadora em forma de guitarra SG ! Rat Salad vem após para mostrar quem é Tommy Clufetos, que com a desconfiança de muitos, tomou seu lugar na banqueta atrás do seu rack, mostrou a que veio e hoje, acho que por mais que haja o desejo de um último show com Bill Ward, Clufetos não faz feio e deixa sua marca na história da banda. Iron Man veio com um Ozzy desanimado, mas ainda sim, vigorosa e extremamente pesada, talvez pela idade e pela voz do ”príncipe da trevas” os tons tenham sido baixados, o que tornou o pesado, um pedregulho, um tiranossauro ! Dirty Women, única representante dos discos pós 1973 continua dando as caras e podendo dar lugar a melhores canções da época, como The Wizard, Hand Of Doom ou Sweef Leaf. Children Of The Grave com a introdução macabra de Embryo, continua uma pancada !

O fim do set veio e alegria em todos os presentes aumentou ao ouvir o próprio Ozzy convocando o público para o bis, clássico, com Paranoid. Desta vez não cai em prantos como em 2013, mas fiquei emocionado ao ver o brilho nos olhos de cada camisa preta, cada cabeludo e os que não tem tanto, pais com seus filhos e netos. Novamente um clima de show fantástico, que nas duas edições do Rock in Rio que estive presente, nunca presenciei.

Nota :10,0

A coluna agora fará uma pausa por tempo indeterminado. Poderá ser 1 mês, 1 ano, mas garanto que retornarei. Apenas não irei me comprometer com meu editor chefe, que ao longo dos anos se tornou um grande amigo, e com o pouco público que eu sei que ainda me lê, meus exageros, hipérboles e histrionices ! Obrigado a cada um de vocês !

“Is This The End Of The Beginning or The Beginning Of The End?”

DESCUBRA !

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